quinta-feira, março 17, 2016
Em meio a loucura que vivemos, feliz Dia de São Patrício
Hoje é dia de São Patrício. Padroeiro da Irlanda
Todos os anos comemoro junto com os amigos à moda irlandesa, ou seja, enchendo a cara maravilhosamente
Este ano vivencio pela primeira vez a paternidade, o que me impede de fazer o de sempre, e além disso o Brasil mergulha numa loucura gigantesca com a atual crise política e uma gigantesca polarização nas redes sociais.
Além de ser entusiasta da cultura irlandesa, sou católico e por isso me veio a reflexão:
São Patrício quando jovem foi sequestrado pelo povo irlandês e escravizado. Trabalhava como pastor diante daqueles que o forçavam a viver naquelas condições e viviam o paganismo
Conseguiu fugir para a França onde se tornou um Padre Missionário e aceitou voltar para a Irlanda para falar de Jesus
Imaginem-se no lugar dele em querer voltar para aqueles que tiraram a liberdade. Quais lembranças ele recordou em seu caminho no retorno à Irlanda
Nada explica tal decisão a não ser a experiência de misericórdia e o desejo de mostrar aquelas pessoas a beleza do Rosto de Cristo.
E assim o cara converteu um país Inteiro.
Vivo hoje um Brasil que busca massacrar minha esperança, e vejo muitos amigos perdendo a esperança, se agarrando a esquemas para pensar em saídas ou soluções mirabolantes, e outros amigos seguindo uma espécie de paganismo com o messianismo petista. Não é apenas uma postura ideologica. É um seguir no cara como se fosse um arauto da ética, da perfeição: Sem chances de ser um cara que erra, que perde, que pode vacilar, ou seja... simplesmente um ser humano
Penso em me indignar sim com o que acontece mas ao mesmo tempo gostaria de abraçar a todos que vivem declarar-se de qualquer um dos lados nessa guerra. Olhar com a Misericordia que Deus tem do nosso nada e mostrar-lhes o rosto de Cristo
Deu Certo com Patrício, pode dar certo conosco que cremos em Jesus. Sem forçar, sem bater, sem brigar, apenas mostrando a beleza de Cristo.
Rezemos para ter esse coração queridos. Aprender que mesmo em tempos de escravidão, de desespero, Cristo está a nossa volta como uma couraça nos protegendo e é ele que nos corresponde de verdade
Como rezou São Patrício em sua couraça:
Cristo comigo,
Cristo em minha frente,
Cristo atrás de mim,
Cristo em mim,
Cristo abaixo de mim,
Cristo sobre mim,
Cristo à minha direita,
Cristo à minha esquerda,
Cristo quando me deito,
Cristo quando me sento,
Cristo quando me levanto,
Cristo no coração de cada um que pensa em mim,
Cristo na boca de cada um que fala de mim,
Cristo em todo olho que me vê,
Cristo em todo ouvido que me ouve.
Amém!
E é claro que o dia de hoje pedirá uma Guiness sem dúvida!
Beannachtaí na Féile Pádraig dhuit!
segunda-feira, fevereiro 15, 2016
Certezas
Quando Gabi chora, sei que é a única possibilidade de comunicação dela. Porém às vezes ela o faz com muita certeza de que um de nós irá imediatamente ver o que tá rolando... Não importa o tempo que demore
Queria reaprender a ter essa certeza quando eu rezo.
terça-feira, fevereiro 09, 2016
Agarrar-se a fé
Eis que eu fui passar a Gabi pra Carol dar de mamar.
Foi quando a menina segura meu cordão com a medalha milagrosa e não soltava de jeito nenhum, quase me levando pra junto da mãe dela.
E assim foi a primeira vez que a Gabi se agarrou a Nossa Senhora
sábado, fevereiro 06, 2016
Anos depois...
A vida aconteceu: Eu casei, virei mestre, virei professor, virei tijucano e agora virei Pai!
A Internet também aconteceu. As redes sociais, o fim da blogosfera, etc.
Mas sinceramente, como é difícil encontrar algum registro feito no passado nas redes. A gente posta muita besteira. Por isso resolvi voltar com esse velho hábito. Até mesmo para encontrar com mais facilidades os registros, principalmente as histórias dessa nova personagem que habita a minha vida...
Nos tempos clássicos do Biel Blog ela seria a Senhorita Cordeiro Lima Cruz, ou a Senhorita Mini Cruz, mas aqui, nesses tempos é simplesmente a Gabi. Nascida no último dia 31/01
Também vou trazer alguns textos de lá pra cá... tentando encaixa-los na época correta. Por isso as vezes vai valer a pena buscar coisas novas de 2010 pra cá...
Enfim... o Biel Blog volta novamente. esse meu querido diário que me acompanhou por tanto tempo agora é um registro de muitas coisas que aconteceram nos últimos quase 15 anos.
Bem vindos de volta.
A Internet também aconteceu. As redes sociais, o fim da blogosfera, etc.
Mas sinceramente, como é difícil encontrar algum registro feito no passado nas redes. A gente posta muita besteira. Por isso resolvi voltar com esse velho hábito. Até mesmo para encontrar com mais facilidades os registros, principalmente as histórias dessa nova personagem que habita a minha vida...
Nos tempos clássicos do Biel Blog ela seria a Senhorita Cordeiro Lima Cruz, ou a Senhorita Mini Cruz, mas aqui, nesses tempos é simplesmente a Gabi. Nascida no último dia 31/01
Também vou trazer alguns textos de lá pra cá... tentando encaixa-los na época correta. Por isso as vezes vai valer a pena buscar coisas novas de 2010 pra cá...
Enfim... o Biel Blog volta novamente. esse meu querido diário que me acompanhou por tanto tempo agora é um registro de muitas coisas que aconteceram nos últimos quase 15 anos.
Bem vindos de volta.
quinta-feira, fevereiro 04, 2016
Na criação é assim
Você analisa o roteiro, o story board... Aparentemente tudo nos conformes. No meio do processo você percebe que seu personagem não estava com os
controladores de acordo com o planejamento da cena. Tudo cai por terra.
É aquela sensação de estar derrotado, mais horas de trabalho, o sono domina, mas você sabe que precisa terminar aquela cena. É seu dever, questão de honra. Chega uma hora que vc questiona da sua capacidade por ter pego aquele job. O trabalho termina. Você está em frangalhos. Já não dorme direito a algumas noites.
Mas aí o personagem se move, e é tão gracioso, tão sensacional que você, mesmo sabendo que é apenas o começo, uma ponta no iceberg de tudo que vem por aí, mal pode esperar pra começar a próxima cena. E sabe que vai ser chamado logo pra fazer... Bem antes de sentir-se descansado.
Não, não To fazendo um curta, apenas sou pai a 5 dias...
sexta-feira, março 28, 2014
O Doente Eliseu
Eliseu sentiu-se mal. Ligou para seu médico para marcar consulta. O médico tinha agenda só pra 4 meses depois. Eliseu replicou que estava passando mal naquele dia. O médico mandou Eliseu ir na emergência de um hospital. No hospital Eliseu passa horas aguardando ser atendido. Quando chega sua vez vem um jovem mal humorado que pergunta o que ele tem. O mal humorado dá dois tapinhas simulando um exame. Respira fundo, e dá um Senhor esporro em Eliseu porque não era nada grave. Para se vingar receitou uma vacina de Bezetacil (só porque dói) e falou que da próxima vez antes de ir pra emergência Eliseu deveria marcar uma consulta com seu médico.
Ao chegar em casa, Eliseu encontra seu vizinho Hipócrates. Hipócrates diz
- Bom dia Eliseu.
Eliseu responde
- Vai se F^#% Hipócrates... você e todos os seus...
Hipócrates fica triste com a resposta de Eliseu... Mas no fundo no fundo... por compaixão, talvez, não respondeu o xingamento. E ficou triste.
Até que se sentiu mal... aí Hipócrates ligou pra seu médico. Que tinha agenda para 4 meses depois...
(Por Gabriel Cruz )
Ao chegar em casa, Eliseu encontra seu vizinho Hipócrates. Hipócrates diz
- Bom dia Eliseu.
Eliseu responde
- Vai se F^#% Hipócrates... você e todos os seus...
Hipócrates fica triste com a resposta de Eliseu... Mas no fundo no fundo... por compaixão, talvez, não respondeu o xingamento. E ficou triste.
Até que se sentiu mal... aí Hipócrates ligou pra seu médico. Que tinha agenda para 4 meses depois...
(Por Gabriel Cruz )
segunda-feira, outubro 15, 2012
Ao(s) Mestre(s) com Carinho - Atualizado
Ainda lembro da prô Márcia do maternal. Foi a primeira professora que tive, mas como na fase de criança a gente só se lembra dos traumas só consigo me recordar de uma vez que ela puxou minha orelha sem motivo algum. (ou não... vai saber)
Depois disso nas primeiras séries lembro de todas as professoras que tive (curioso... professor era só de Educação Física...) mas guardo um carinho especial por duas, a Professora Mary ("tia" jamais... minha mãe fazia questão de ensinar... sempre tinha que chamar de professora) que uma vez chorou ao meu ombro quando escrevi uma redação do meu pai (já falecido) e a professora Cássia que quando abri a cabeça no colégio fez questão de me levar ao médico.
Já no segundo segmento veio o marista e com ele vários de professores que marcaram a minha história... por falar em história como não lembrar do Ronaldes e suas críticas ao meu trabalho sobre a mesopotâmia, ou das engraçadas frases do Resende de português ou a Wilma de matemática que não entendia minhas notas baixas apesar de um relativo bom comportamento.
Bem teve também nessa época a oitava série do Sto Agostinho que me vem a cabeça os resumos das grandes guerras que a Cáritas mandava fazer no caderno (eram umas 20 páginas no mínimo para ela gostar) e da viagem para Itatiaia com o Jarbas de português. Falando em português, gostaria de saber como o bom e velho Mario Alexandre ensinaria a garotada do Ensino Médio essa revisão ortográfica entre suas historias de lutador de boxe e capoeirista de tamanco... ele acertou numa coisa... minha relação com a língua portuguesa tem a fase antes dele e depois dele.
E não posso esquecer jamais a os 3 anos com a professora de literatura Beth que nos falava dos movimentos literários com muita, mas muita intimidade (vocês já viram alguém se referir a Álvares de Azevedo como "Alvinho"?). Ela era fantastica com sua distribuição de pontos durante a aula para quem colaborasse ou simplesmente fizesse cara de peixe cantando a musiquinha da propaganda do Fiat Pálio Weekend. mas a palavra que se pronunciava na musica era "Uraguai".
No mundo da matemática lembro claramente do Zé Elias, mas que todos conheciam como Sapatão, porque ele prometia entrar de sola na turma, ou do saudoso e simpático Menezes que para ser compreendido era necessário ter curso de leitura labial.(na verdade nem isso, pois o bigodinho atrapalhava.) A biologia era um show a parte com o Júlio e seus gritos na sala, sua incredulidade na ignorancia dos alunos o fazia ter espasmos de raiva (simulada) e a vontade de dar aula para os pombos.. e era o que ele fazia. Isso quando ele não resolvia berrar para a Beth que dava aula do outro lado do colégio...
Além do Julio não deixo de lembrar do Luis Carlos(trocava o L pelo R), do Zé Antônio (era a cara do Tropeço da Familia Addams) e do Marinho cuja aula tinha meia hora. Os outros 20 minutos ele ficava desenhando no quadro detalhadamente as células, cromossomos e o que vinha por aí. A Geografia me lembra a saudosa Sueli que com seu ódio mortal pela cultura capitalista sonhava em lançar os mísseis de Fidel Castro nas orelhas do Mickey na Flórida.
Educação Física, só o Marcos... desde a sétima série fazendo todos se exercitarem sincronizadamente e contando... se alguem errasse... tuuudo de novo!!!
Na religião teve o Evaldo, cantavamos nas missas do colégio... Hoje nem sei se ele dá aula, mas ainda o ouço narrando os jogos de futebol pela CBN. (sim.. é o mesmo Evaldo)
Certamente ainda tive muitos outros acima que não citei, mas tenho que chegar na Universidade e na PUC não posso deixar de lado 2 pessoas: Pe. Paulo que me ensinou a pensar a minha fé (apresentando os ensinamentos de outro grande mestre, o Mons. Luigi Giussani cuja data de nascimento é celebrada hoje) e a Rita, minha orientadora, ex chefe e amiga de todas as horas. Esses 2 me fizeram entender a importancia de todos os outros anteriores, porque me mostraram como é que é ser um mestre de verdade, pois além de aprender, pude conviver com eles.
Depois de alguns anos longe voltei a PUC, desta vez para o mestrado. E aí outros grandes mestres surgiram. Luiza, minha orientadora que mostra a importância de estar proximo de seus orientando (e de ser paciente com eles também) e uma educadora de mão cheia. A Profa. Aparecida Mamede.
Mas não quero deixar de lado neste post os meus amigos mestres que me dão verdadeiras lições de vida. São os amigos Designers do Air Hockey, do clã da vaca, do movimento Comunhão e Libertação, dos jovens amigos da comunidade, da Fundação, Os Colegas professores da Universidade Veiga de Almeida, a minha esposa que me ensinou a amar alguém a ponto de desejar estar com esse alguem para sempre...
Por fim, guardo a lição dos maiores mestres que tive. Aqueles Crismados que tive a oportunidade de ser catequista durante 6 anos. E além deles, outros anos depois, os meus alunos da escola de Design da UVA. Eles me ensinaram a maior lição que se pode aprender: Que para ser um verdadeiro "mestre", tem que estar atento sempre aos grandes ensinamentos que podem ser dados pelos seus "alunos", jamais os subestimando.
Um grande abraço a todos os mestres pelo dia de hoje.
Depois disso nas primeiras séries lembro de todas as professoras que tive (curioso... professor era só de Educação Física...) mas guardo um carinho especial por duas, a Professora Mary ("tia" jamais... minha mãe fazia questão de ensinar... sempre tinha que chamar de professora) que uma vez chorou ao meu ombro quando escrevi uma redação do meu pai (já falecido) e a professora Cássia que quando abri a cabeça no colégio fez questão de me levar ao médico.
Já no segundo segmento veio o marista e com ele vários de professores que marcaram a minha história... por falar em história como não lembrar do Ronaldes e suas críticas ao meu trabalho sobre a mesopotâmia, ou das engraçadas frases do Resende de português ou a Wilma de matemática que não entendia minhas notas baixas apesar de um relativo bom comportamento.
Bem teve também nessa época a oitava série do Sto Agostinho que me vem a cabeça os resumos das grandes guerras que a Cáritas mandava fazer no caderno (eram umas 20 páginas no mínimo para ela gostar) e da viagem para Itatiaia com o Jarbas de português. Falando em português, gostaria de saber como o bom e velho Mario Alexandre ensinaria a garotada do Ensino Médio essa revisão ortográfica entre suas historias de lutador de boxe e capoeirista de tamanco... ele acertou numa coisa... minha relação com a língua portuguesa tem a fase antes dele e depois dele.
E não posso esquecer jamais a os 3 anos com a professora de literatura Beth que nos falava dos movimentos literários com muita, mas muita intimidade (vocês já viram alguém se referir a Álvares de Azevedo como "Alvinho"?). Ela era fantastica com sua distribuição de pontos durante a aula para quem colaborasse ou simplesmente fizesse cara de peixe cantando a musiquinha da propaganda do Fiat Pálio Weekend. mas a palavra que se pronunciava na musica era "Uraguai".
No mundo da matemática lembro claramente do Zé Elias, mas que todos conheciam como Sapatão, porque ele prometia entrar de sola na turma, ou do saudoso e simpático Menezes que para ser compreendido era necessário ter curso de leitura labial.(na verdade nem isso, pois o bigodinho atrapalhava.) A biologia era um show a parte com o Júlio e seus gritos na sala, sua incredulidade na ignorancia dos alunos o fazia ter espasmos de raiva (simulada) e a vontade de dar aula para os pombos.. e era o que ele fazia. Isso quando ele não resolvia berrar para a Beth que dava aula do outro lado do colégio...
Além do Julio não deixo de lembrar do Luis Carlos(trocava o L pelo R), do Zé Antônio (era a cara do Tropeço da Familia Addams) e do Marinho cuja aula tinha meia hora. Os outros 20 minutos ele ficava desenhando no quadro detalhadamente as células, cromossomos e o que vinha por aí. A Geografia me lembra a saudosa Sueli que com seu ódio mortal pela cultura capitalista sonhava em lançar os mísseis de Fidel Castro nas orelhas do Mickey na Flórida.
Educação Física, só o Marcos... desde a sétima série fazendo todos se exercitarem sincronizadamente e contando... se alguem errasse... tuuudo de novo!!!
Na religião teve o Evaldo, cantavamos nas missas do colégio... Hoje nem sei se ele dá aula, mas ainda o ouço narrando os jogos de futebol pela CBN. (sim.. é o mesmo Evaldo)
Certamente ainda tive muitos outros acima que não citei, mas tenho que chegar na Universidade e na PUC não posso deixar de lado 2 pessoas: Pe. Paulo que me ensinou a pensar a minha fé (apresentando os ensinamentos de outro grande mestre, o Mons. Luigi Giussani cuja data de nascimento é celebrada hoje) e a Rita, minha orientadora, ex chefe e amiga de todas as horas. Esses 2 me fizeram entender a importancia de todos os outros anteriores, porque me mostraram como é que é ser um mestre de verdade, pois além de aprender, pude conviver com eles.
Depois de alguns anos longe voltei a PUC, desta vez para o mestrado. E aí outros grandes mestres surgiram. Luiza, minha orientadora que mostra a importância de estar proximo de seus orientando (e de ser paciente com eles também) e uma educadora de mão cheia. A Profa. Aparecida Mamede.
Mas não quero deixar de lado neste post os meus amigos mestres que me dão verdadeiras lições de vida. São os amigos Designers do Air Hockey, do clã da vaca, do movimento Comunhão e Libertação, dos jovens amigos da comunidade, da Fundação, Os Colegas professores da Universidade Veiga de Almeida, a minha esposa que me ensinou a amar alguém a ponto de desejar estar com esse alguem para sempre...
Por fim, guardo a lição dos maiores mestres que tive. Aqueles Crismados que tive a oportunidade de ser catequista durante 6 anos. E além deles, outros anos depois, os meus alunos da escola de Design da UVA. Eles me ensinaram a maior lição que se pode aprender: Que para ser um verdadeiro "mestre", tem que estar atento sempre aos grandes ensinamentos que podem ser dados pelos seus "alunos", jamais os subestimando.
Um grande abraço a todos os mestres pelo dia de hoje.
quarta-feira, maio 18, 2011
"Se vira aê mermão..."
18 horas de uma quinta feira convencional, estação carioca, Rio de Janeiro.
Pegou o metrô direção Pavuna com o objetivo de saltar em Del Castilho. O vagão quase explodia de tão cheio. Pessoas se apertando num verdadeiro Tetris Humano.
De olhos fechados, respirava fundo, se esforçando ao máximo para não apertar ninguém e tentar deixar outras passarem para saltar em seus pontos. Era uma tarefa dificil, mas justa. Afinal todos estaval ali diante da mesma dificuldade e era justo que se ajudassem.
Em Maria da Graça, sabia que tinha que se deslocar aos poucos para ficar o mais próximo possível da porta em Del Castilho. Parou diante de um homem que não se movia um centímetro para a esquerda ou para a direita. Tentando compreender a situação perguntou:
- O Senhor vai descer na próxima estação?
- Não - respondeu.
- Então pode me dar licença para eu ficar mais perto da porta.
- Licença? Claro que não rapá...
- Mas Senhor - suspirando para não perder a paciência - entenda, eu vou saltar na próxima estação.
- Hah - com a maior cara de sarcasmo - Se vira aê mermão...
- Como? - se surpreende ao notar o grande abismo de tamanho que tinha em relação ao pequeno arrogante.
- Se vira aê. Eu não vou sair daqui...
Naquele momento pensou em todas as convenções sociais a que se submetera desde que nasceu. Em toda a educação formal que teve. Em todas as vezes que ignorou uma provocação de colegas de escola, que se submeteu a todo tipo de assédio moral no trabalho, a todas as vezes que manteve o espirito calmo. Sempre foram sacrificios, pequenos e grandes, mas sacríficios. Aquela frase, "se vira aê mermão", foi uma pequena carta de alforria das convenções sociais.
Analisou o caminho entre ele, o arrogante e a porta(pelo menos alguma regra lhe passava na cabeça). Averiguou que não havia nenhuma senhorita, grávida, deficiente e nenhum idoso. E quando o trem estava parando alertou.
- Atenção. Como o cavalheiro aqui me solicitou, irei me virar para descer do trem.
Alguns olhos se apavoraram, o rapaz ria de uma forma irritantemente arrogante... a porta se abriu... e junto com ela o Mar de pessoas dentro do vagão se dividiu em dois blocos. Andou em frente praticamente atropelando o rapaz. Que tentou se desviar mas ja era tarde demais... foi carregado uns 7 metros e solto no meio da plataforma com as portas se fechando e tendo que aguardar o próximo trem. O rapaz olhava pro lado e para outro e não conseguia entender o que tinha acontecido. Ele já lá em cima perto das roletas soltava um riso irônico... Todas as convenções sociais voltavam a sua mente mas não sem antes falar baixinho...
- É... se vira aí mermão...
Pegou o metrô direção Pavuna com o objetivo de saltar em Del Castilho. O vagão quase explodia de tão cheio. Pessoas se apertando num verdadeiro Tetris Humano.
De olhos fechados, respirava fundo, se esforçando ao máximo para não apertar ninguém e tentar deixar outras passarem para saltar em seus pontos. Era uma tarefa dificil, mas justa. Afinal todos estaval ali diante da mesma dificuldade e era justo que se ajudassem.
Em Maria da Graça, sabia que tinha que se deslocar aos poucos para ficar o mais próximo possível da porta em Del Castilho. Parou diante de um homem que não se movia um centímetro para a esquerda ou para a direita. Tentando compreender a situação perguntou:
- O Senhor vai descer na próxima estação?
- Não - respondeu.
- Então pode me dar licença para eu ficar mais perto da porta.
- Licença? Claro que não rapá...
- Mas Senhor - suspirando para não perder a paciência - entenda, eu vou saltar na próxima estação.
- Hah - com a maior cara de sarcasmo - Se vira aê mermão...
- Como? - se surpreende ao notar o grande abismo de tamanho que tinha em relação ao pequeno arrogante.
- Se vira aê. Eu não vou sair daqui...
Naquele momento pensou em todas as convenções sociais a que se submetera desde que nasceu. Em toda a educação formal que teve. Em todas as vezes que ignorou uma provocação de colegas de escola, que se submeteu a todo tipo de assédio moral no trabalho, a todas as vezes que manteve o espirito calmo. Sempre foram sacrificios, pequenos e grandes, mas sacríficios. Aquela frase, "se vira aê mermão", foi uma pequena carta de alforria das convenções sociais.
Analisou o caminho entre ele, o arrogante e a porta(pelo menos alguma regra lhe passava na cabeça). Averiguou que não havia nenhuma senhorita, grávida, deficiente e nenhum idoso. E quando o trem estava parando alertou.
- Atenção. Como o cavalheiro aqui me solicitou, irei me virar para descer do trem.
Alguns olhos se apavoraram, o rapaz ria de uma forma irritantemente arrogante... a porta se abriu... e junto com ela o Mar de pessoas dentro do vagão se dividiu em dois blocos. Andou em frente praticamente atropelando o rapaz. Que tentou se desviar mas ja era tarde demais... foi carregado uns 7 metros e solto no meio da plataforma com as portas se fechando e tendo que aguardar o próximo trem. O rapaz olhava pro lado e para outro e não conseguia entender o que tinha acontecido. Ele já lá em cima perto das roletas soltava um riso irônico... Todas as convenções sociais voltavam a sua mente mas não sem antes falar baixinho...
- É... se vira aí mermão...
quinta-feira, dezembro 23, 2010
segunda-feira, outubro 18, 2010
O Meu professor de história
Foi em 1993. Estava numa aula de história, acho que na 6a série e comecei a ouvir sobre idade média, Igreja, Inquisição, Fogueira, Indulgências e no meio dessa conversa a Igreja.
Como católico que sempre fui, estranhei aquele papo. Não podia ser a mesma, pois eu ia a Igreja sempre e nunca via aquelas coisas que ele estava falando, não poderia acreditar naquilo, que a instituição que eu fazia parte teria sido algoz e responsável de tantas coisas ruins e tristes. Mas era verdade.
Depois com o passar dos anos e um pouco mais de aprofundamento eu vim a entender que aquele foi um dos mais duros episódios da história da Igreja. Mas fiquei impressionado que na escola, tudo parecia se reduzir aquele período dentro da Idade Média e em determinados lugares da Europa. Não se falava das evoluções artisticas do periodo, ou dos estudos. Falar de ciêncas era só pra citar Copernico e Galileu que discordaram ou se acovardaram da Igreja.
Mesmo entendendo que em 2000 anos de história tinham tantas outras coisas maravilhosas criadas, ainda me vinha a pergunta. Por que faziam aquilo? O que passava na cabeça da Igreja para formar padres corruptos, queimar pessoas na fogueira, vender indulgências em nome de Deus, censurar livros que eram contra os pensamentos eclesiais? Acho que hoje ainda me vem tais perguntas, mas não me geram crises na minha fé.
Lembro-me também que em 1993, o Brasil era um país que tinha recém conquistado o direito a democracia, tinha também acabado de sofrer um processo de Impeachment e o mesmo professor de história me dizia que tudo iriam mudar quando um certo partido entrasse no poder.
Em 2002, esse partido finalmente conseguiu ser eleito e hoje 8 anos depois o que vemos?
Eu vejo que dentro dele, existem pessoas que não concordam com tudo o que afirma ser o correto. O que acontecem com essas pessoas? são expulsas do partido ou são obrigadas a mudar de opinião como se tivessem que optar entre a vida e fogueira. o Povo vota em troca do Bolsa Familia como se essa fosse uma indulgencia para sobreviverem, seus líderem defendem e abraçam e protegem pessoas corruptas e falam em controlar a imprensa e os meios de comunicação como um novo Index em pleno século XXI. Parece-me que mal comparando Deus mudou de nome. Se chama agora "Bem Estar Social".
Será que daqui a pouco mais de 1000 anos vai aparecer um líder de partido pedindo desculpas pelos erros do passado como fez João Paulo II com a Igreja Católica?
Eu queria encontrar meu professor de história e pergunta-lo: Mas você não criticavam tudo? porque seu partido imitou a Igreja exatamente nos mesmos moldes daquilo que tanto criticava? Tem pessoas boas? ah é? e a Igreja não tinha? não tem? Então porque reduziram tudo ao mal? Parece-me que agora o PT está passando pela mesma coisa...
Acho que diante disso, os bispos e padres tem todo o direito de se manifestar... afinal de contas... já são mais de 20 anos que ouço os petistas falando mal da Igreja Católica... pq não pode ela então... falar mal do PT?
Como católico que sempre fui, estranhei aquele papo. Não podia ser a mesma, pois eu ia a Igreja sempre e nunca via aquelas coisas que ele estava falando, não poderia acreditar naquilo, que a instituição que eu fazia parte teria sido algoz e responsável de tantas coisas ruins e tristes. Mas era verdade.
Depois com o passar dos anos e um pouco mais de aprofundamento eu vim a entender que aquele foi um dos mais duros episódios da história da Igreja. Mas fiquei impressionado que na escola, tudo parecia se reduzir aquele período dentro da Idade Média e em determinados lugares da Europa. Não se falava das evoluções artisticas do periodo, ou dos estudos. Falar de ciêncas era só pra citar Copernico e Galileu que discordaram ou se acovardaram da Igreja.
Mesmo entendendo que em 2000 anos de história tinham tantas outras coisas maravilhosas criadas, ainda me vinha a pergunta. Por que faziam aquilo? O que passava na cabeça da Igreja para formar padres corruptos, queimar pessoas na fogueira, vender indulgências em nome de Deus, censurar livros que eram contra os pensamentos eclesiais? Acho que hoje ainda me vem tais perguntas, mas não me geram crises na minha fé.
Lembro-me também que em 1993, o Brasil era um país que tinha recém conquistado o direito a democracia, tinha também acabado de sofrer um processo de Impeachment e o mesmo professor de história me dizia que tudo iriam mudar quando um certo partido entrasse no poder.
Em 2002, esse partido finalmente conseguiu ser eleito e hoje 8 anos depois o que vemos?
Eu vejo que dentro dele, existem pessoas que não concordam com tudo o que afirma ser o correto. O que acontecem com essas pessoas? são expulsas do partido ou são obrigadas a mudar de opinião como se tivessem que optar entre a vida e fogueira. o Povo vota em troca do Bolsa Familia como se essa fosse uma indulgencia para sobreviverem, seus líderem defendem e abraçam e protegem pessoas corruptas e falam em controlar a imprensa e os meios de comunicação como um novo Index em pleno século XXI. Parece-me que mal comparando Deus mudou de nome. Se chama agora "Bem Estar Social".
Será que daqui a pouco mais de 1000 anos vai aparecer um líder de partido pedindo desculpas pelos erros do passado como fez João Paulo II com a Igreja Católica?
Eu queria encontrar meu professor de história e pergunta-lo: Mas você não criticavam tudo? porque seu partido imitou a Igreja exatamente nos mesmos moldes daquilo que tanto criticava? Tem pessoas boas? ah é? e a Igreja não tinha? não tem? Então porque reduziram tudo ao mal? Parece-me que agora o PT está passando pela mesma coisa...
Acho que diante disso, os bispos e padres tem todo o direito de se manifestar... afinal de contas... já são mais de 20 anos que ouço os petistas falando mal da Igreja Católica... pq não pode ela então... falar mal do PT?
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