Ainda lembro da prô Márcia do maternal. Foi a primeira professora que tive, mas como na fase de criança a gente só se lembra dos traumas só consigo me recordar de uma vez que ela puxou minha orelha sem motivo algum. (ou não... vai saber)
Depois disso nas primeiras séries lembro de todas as professoras que tive (curioso... professor era só de Educação Física...) mas guardo um carinho especial por duas, a Professora Mary ("tia" jamais... minha mãe fazia questão de ensinar... sempre tinha que chamar de professora) que uma vez chorou ao meu ombro quando escrevi uma redação do meu pai (já falecido) e a professora Cássia que quando abri a cabeça no colégio fez questão de me levar ao médico.
Já no segundo segmento veio o marista e com ele vários de professores que marcaram a minha história... por falar em história como não lembrar do Ronaldes e suas críticas ao meu trabalho sobre a mesopotâmia, ou das engraçadas frases do Resende de português ou a Wilma de matemática que não entendia minhas notas baixas apesar de um relativo bom comportamento.
Bem teve também nessa época a oitava série do Sto Agostinho que me vem a cabeça os resumos das grandes guerras que a Cáritas mandava fazer no caderno (eram umas 20 páginas no mínimo para ela gostar) e da viagem para Itatiaia com o Jarbas de português.
Falando em português, gostaria de saber como o bom e velho Mario Alexandre ensinaria a garotada do Ensino Médio essa revisão ortográfica entre suas historias de lutador de boxe e capoeirista de tamanco... ele acertou numa coisa... minha relação com a língua portuguesa tem a fase antes dele e depois dele.
E não posso esquecer jamais a os 3 anos com a professora de literatura Beth que nos falava dos movimentos literários com muita, mas muita intimidade (vocês já viram alguém se referir a Álvares de Azevedo como "Alvinho"?). Ela era fantastica com sua distribuição de pontos durante a aula para quem colaborasse ou simplesmente fizesse cara de peixe cantando a musiquinha da propaganda do Fiat Pálio Weekend. mas a palavra que se pronunciava na musica era "Uraguai".
No mundo da matemática lembro claramente do Zé Elias, mas que todos conheciam como Sapatão, porque ele prometia entrar de sola na turma, ou do saudoso e simpático Menezes que para ser compreendido era necessário ter curso de leitura labial.(na verdade nem isso, pois o bigodinho atrapalhava.)
A biologia era um show a parte com o Júlio e seus gritos na sala, sua incredulidade na ignorancia dos alunos o fazia ter espasmos de raiva (simulada) e a vontade de dar aula para os pombos.. e era o que ele fazia. Isso quando ele não resolvia berrar para a Beth que dava aula do outro lado do colégio...
Além do Julio não deixo de lembrar do Luis Carlos(trocava o L pelo R), do Zé Antônio (era a cara do Tropeço da Familia Addams) e do Marinho cuja aula tinha meia hora. Os outros 20 minutos ele ficava desenhando no quadro detalhadamente as células, cromossomos e o que vinha por aí.
A Geografia me lembra a saudosa Sueli que com seu ódio mortal pela cultura capitalista sonhava em lançar os mísseis de Fidel Castro nas orelhas do Mickey na Flórida.
Educação Física, só o Marcos... desde a sétima série fazendo todos se exercitarem sincronizadamente e contando... se alguem errasse... tuuudo de novo!!!
Na religião teve o Evaldo, cantavamos nas missas do colégio... Hoje nem sei se ele dá aula, mas ainda o ouço narrando os jogos de futebol pela CBN. (sim.. é o mesmo Evaldo)
Certamente ainda tive muitos outros acima que não citei, mas tenho que chegar na Universidade e na PUC não posso deixar de lado 2 pessoas: Pe. Paulo que me ensinou a pensar a minha fé (apresentando os ensinamentos de outro grande mestre, o Mons. Luigi Giussani cuja data de nascimento é celebrada hoje) e a Rita, minha orientadora, ex chefe e amiga de todas as horas. Esses 2 me fizeram entender a importancia de todos os outros anteriores, porque me mostraram como é que é ser um mestre de verdade, pois além de aprender, pude conviver com eles.
Depois de alguns anos longe voltei a PUC, desta vez para o mestrado. E aí outros grandes mestres surgiram. Luiza, minha orientadora que mostra a importância de estar proximo de seus orientando (e de ser paciente com eles também) e uma educadora de mão cheia. A Profa. Aparecida Mamede.
Mas não quero deixar de lado neste post os meus amigos mestres que me dão verdadeiras lições de vida. São os amigos Designers do Air Hockey, do clã da vaca, do movimento Comunhão e Libertação, dos jovens amigos da comunidade, da Fundação, Os Colegas professores da Universidade Veiga de Almeida, a minha esposa que me ensinou a amar alguém a ponto de desejar estar com esse alguem para sempre...
Por fim, guardo a lição dos maiores mestres que tive. Aqueles Crismados que tive a oportunidade de ser catequista durante 6 anos. E além deles, outros anos depois, os meus alunos da escola de Design da UVA. Eles me ensinaram a maior lição que se pode aprender: Que para ser um verdadeiro "mestre", tem que estar atento sempre aos grandes ensinamentos que podem ser dados pelos seus "alunos", jamais os subestimando.
Um grande abraço a todos os mestres pelo dia de hoje.
segunda-feira, outubro 15, 2012
quarta-feira, maio 18, 2011
"Se vira aê mermão..."
18 horas de uma quinta feira convencional, estação carioca, Rio de Janeiro.
Pegou o metrô direção Pavuna com o objetivo de saltar em Del Castilho. O vagão quase explodia de tão cheio. Pessoas se apertando num verdadeiro Tetris Humano.
De olhos fechados, respirava fundo, se esforçando ao máximo para não apertar ninguém e tentar deixar outras passarem para saltar em seus pontos. Era uma tarefa dificil, mas justa. Afinal todos estaval ali diante da mesma dificuldade e era justo que se ajudassem.
Em Maria da Graça, sabia que tinha que se deslocar aos poucos para ficar o mais próximo possível da porta em Del Castilho. Parou diante de um homem que não se movia um centímetro para a esquerda ou para a direita. Tentando compreender a situação perguntou:
- O Senhor vai descer na próxima estação?
- Não - respondeu.
- Então pode me dar licença para eu ficar mais perto da porta.
- Licença? Claro que não rapá...
- Mas Senhor - suspirando para não perder a paciência - entenda, eu vou saltar na próxima estação.
- Hah - com a maior cara de sarcasmo - Se vira aê mermão...
- Como? - se surpreende ao notar o grande abismo de tamanho que tinha em relação ao pequeno arrogante.
- Se vira aê. Eu não vou sair daqui...
Naquele momento pensou em todas as convenções sociais a que se submetera desde que nasceu. Em toda a educação formal que teve. Em todas as vezes que ignorou uma provocação de colegas de escola, que se submeteu a todo tipo de assédio moral no trabalho, a todas as vezes que manteve o espirito calmo. Sempre foram sacrificios, pequenos e grandes, mas sacríficios. Aquela frase, "se vira aê mermão", foi uma pequena carta de alforria das convenções sociais.
Analisou o caminho entre ele, o arrogante e a porta(pelo menos alguma regra lhe passava na cabeça). Averiguou que não havia nenhuma senhorita, grávida, deficiente e nenhum idoso. E quando o trem estava parando alertou.
- Atenção. Como o cavalheiro aqui me solicitou, irei me virar para descer do trem.
Alguns olhos se apavoraram, o rapaz ria de uma forma irritantemente arrogante... a porta se abriu... e junto com ela o Mar de pessoas dentro do vagão se dividiu em dois blocos. Andou em frente praticamente atropelando o rapaz. Que tentou se desviar mas ja era tarde demais... foi carregado uns 7 metros e solto no meio da plataforma com as portas se fechando e tendo que aguardar o próximo trem. O rapaz olhava pro lado e para outro e não conseguia entender o que tinha acontecido. Ele já lá em cima perto das roletas soltava um riso irônico... Todas as convenções sociais voltavam a sua mente mas não sem antes falar baixinho...
- É... se vira aí mermão...
Pegou o metrô direção Pavuna com o objetivo de saltar em Del Castilho. O vagão quase explodia de tão cheio. Pessoas se apertando num verdadeiro Tetris Humano.
De olhos fechados, respirava fundo, se esforçando ao máximo para não apertar ninguém e tentar deixar outras passarem para saltar em seus pontos. Era uma tarefa dificil, mas justa. Afinal todos estaval ali diante da mesma dificuldade e era justo que se ajudassem.
Em Maria da Graça, sabia que tinha que se deslocar aos poucos para ficar o mais próximo possível da porta em Del Castilho. Parou diante de um homem que não se movia um centímetro para a esquerda ou para a direita. Tentando compreender a situação perguntou:
- O Senhor vai descer na próxima estação?
- Não - respondeu.
- Então pode me dar licença para eu ficar mais perto da porta.
- Licença? Claro que não rapá...
- Mas Senhor - suspirando para não perder a paciência - entenda, eu vou saltar na próxima estação.
- Hah - com a maior cara de sarcasmo - Se vira aê mermão...
- Como? - se surpreende ao notar o grande abismo de tamanho que tinha em relação ao pequeno arrogante.
- Se vira aê. Eu não vou sair daqui...
Naquele momento pensou em todas as convenções sociais a que se submetera desde que nasceu. Em toda a educação formal que teve. Em todas as vezes que ignorou uma provocação de colegas de escola, que se submeteu a todo tipo de assédio moral no trabalho, a todas as vezes que manteve o espirito calmo. Sempre foram sacrificios, pequenos e grandes, mas sacríficios. Aquela frase, "se vira aê mermão", foi uma pequena carta de alforria das convenções sociais.
Analisou o caminho entre ele, o arrogante e a porta(pelo menos alguma regra lhe passava na cabeça). Averiguou que não havia nenhuma senhorita, grávida, deficiente e nenhum idoso. E quando o trem estava parando alertou.
- Atenção. Como o cavalheiro aqui me solicitou, irei me virar para descer do trem.
Alguns olhos se apavoraram, o rapaz ria de uma forma irritantemente arrogante... a porta se abriu... e junto com ela o Mar de pessoas dentro do vagão se dividiu em dois blocos. Andou em frente praticamente atropelando o rapaz. Que tentou se desviar mas ja era tarde demais... foi carregado uns 7 metros e solto no meio da plataforma com as portas se fechando e tendo que aguardar o próximo trem. O rapaz olhava pro lado e para outro e não conseguia entender o que tinha acontecido. Ele já lá em cima perto das roletas soltava um riso irônico... Todas as convenções sociais voltavam a sua mente mas não sem antes falar baixinho...
- É... se vira aí mermão...
quinta-feira, dezembro 23, 2010
segunda-feira, outubro 18, 2010
O Meu professor de história
Foi em 1993. Estava numa aula de história, acho que na 6a série e comecei a ouvir sobre idade média, Igreja, Inquisição, Fogueira, Indulgências e no meio dessa conversa a Igreja.
Como católico que sempre fui, estranhei aquele papo. Não podia ser a mesma, pois eu ia a Igreja sempre e nunca via aquelas coisas que ele estava falando, não poderia acreditar naquilo, que a instituição que eu fazia parte teria sido algoz e responsável de tantas coisas ruins e tristes. Mas era verdade.
Depois com o passar dos anos e um pouco mais de aprofundamento eu vim a entender que aquele foi um dos mais duros episódios da história da Igreja. Mas fiquei impressionado que na escola, tudo parecia se reduzir aquele período dentro da Idade Média e em determinados lugares da Europa. Não se falava das evoluções artisticas do periodo, ou dos estudos. Falar de ciêncas era só pra citar Copernico e Galileu que discordaram ou se acovardaram da Igreja.
Mesmo entendendo que em 2000 anos de história tinham tantas outras coisas maravilhosas criadas, ainda me vinha a pergunta. Por que faziam aquilo? O que passava na cabeça da Igreja para formar padres corruptos, queimar pessoas na fogueira, vender indulgências em nome de Deus, censurar livros que eram contra os pensamentos eclesiais? Acho que hoje ainda me vem tais perguntas, mas não me geram crises na minha fé.
Lembro-me também que em 1993, o Brasil era um país que tinha recém conquistado o direito a democracia, tinha também acabado de sofrer um processo de Impeachment e o mesmo professor de história me dizia que tudo iriam mudar quando um certo partido entrasse no poder.
Em 2002, esse partido finalmente conseguiu ser eleito e hoje 8 anos depois o que vemos?
Eu vejo que dentro dele, existem pessoas que não concordam com tudo o que afirma ser o correto. O que acontecem com essas pessoas? são expulsas do partido ou são obrigadas a mudar de opinião como se tivessem que optar entre a vida e fogueira. o Povo vota em troca do Bolsa Familia como se essa fosse uma indulgencia para sobreviverem, seus líderem defendem e abraçam e protegem pessoas corruptas e falam em controlar a imprensa e os meios de comunicação como um novo Index em pleno século XXI. Parece-me que mal comparando Deus mudou de nome. Se chama agora "Bem Estar Social".
Será que daqui a pouco mais de 1000 anos vai aparecer um líder de partido pedindo desculpas pelos erros do passado como fez João Paulo II com a Igreja Católica?
Eu queria encontrar meu professor de história e pergunta-lo: Mas você não criticavam tudo? porque seu partido imitou a Igreja exatamente nos mesmos moldes daquilo que tanto criticava? Tem pessoas boas? ah é? e a Igreja não tinha? não tem? Então porque reduziram tudo ao mal? Parece-me que agora o PT está passando pela mesma coisa...
Acho que diante disso, os bispos e padres tem todo o direito de se manifestar... afinal de contas... já são mais de 20 anos que ouço os petistas falando mal da Igreja Católica... pq não pode ela então... falar mal do PT?
Como católico que sempre fui, estranhei aquele papo. Não podia ser a mesma, pois eu ia a Igreja sempre e nunca via aquelas coisas que ele estava falando, não poderia acreditar naquilo, que a instituição que eu fazia parte teria sido algoz e responsável de tantas coisas ruins e tristes. Mas era verdade.
Depois com o passar dos anos e um pouco mais de aprofundamento eu vim a entender que aquele foi um dos mais duros episódios da história da Igreja. Mas fiquei impressionado que na escola, tudo parecia se reduzir aquele período dentro da Idade Média e em determinados lugares da Europa. Não se falava das evoluções artisticas do periodo, ou dos estudos. Falar de ciêncas era só pra citar Copernico e Galileu que discordaram ou se acovardaram da Igreja.
Mesmo entendendo que em 2000 anos de história tinham tantas outras coisas maravilhosas criadas, ainda me vinha a pergunta. Por que faziam aquilo? O que passava na cabeça da Igreja para formar padres corruptos, queimar pessoas na fogueira, vender indulgências em nome de Deus, censurar livros que eram contra os pensamentos eclesiais? Acho que hoje ainda me vem tais perguntas, mas não me geram crises na minha fé.
Lembro-me também que em 1993, o Brasil era um país que tinha recém conquistado o direito a democracia, tinha também acabado de sofrer um processo de Impeachment e o mesmo professor de história me dizia que tudo iriam mudar quando um certo partido entrasse no poder.
Em 2002, esse partido finalmente conseguiu ser eleito e hoje 8 anos depois o que vemos?
Eu vejo que dentro dele, existem pessoas que não concordam com tudo o que afirma ser o correto. O que acontecem com essas pessoas? são expulsas do partido ou são obrigadas a mudar de opinião como se tivessem que optar entre a vida e fogueira. o Povo vota em troca do Bolsa Familia como se essa fosse uma indulgencia para sobreviverem, seus líderem defendem e abraçam e protegem pessoas corruptas e falam em controlar a imprensa e os meios de comunicação como um novo Index em pleno século XXI. Parece-me que mal comparando Deus mudou de nome. Se chama agora "Bem Estar Social".
Será que daqui a pouco mais de 1000 anos vai aparecer um líder de partido pedindo desculpas pelos erros do passado como fez João Paulo II com a Igreja Católica?
Eu queria encontrar meu professor de história e pergunta-lo: Mas você não criticavam tudo? porque seu partido imitou a Igreja exatamente nos mesmos moldes daquilo que tanto criticava? Tem pessoas boas? ah é? e a Igreja não tinha? não tem? Então porque reduziram tudo ao mal? Parece-me que agora o PT está passando pela mesma coisa...
Acho que diante disso, os bispos e padres tem todo o direito de se manifestar... afinal de contas... já são mais de 20 anos que ouço os petistas falando mal da Igreja Católica... pq não pode ela então... falar mal do PT?
quinta-feira, março 25, 2010
It´s an institute you can´t disparage...
Acabei de me dar conta... estou a pouco mais de um mês pro casório e não postei quase nada a respeito aqui... deve ser por esse motivo que o blog está parado a tanto tempo. Pq obviamente tem sido a coisa que mais tem consumido meu tempo (e a que tem gerado bastante possiveis histórias). Até criei a tag #15demaiofeelings no Twitter.
Uma das coisas que me vieram a mente depois desses meses preparando, fazendo curso, trocando ideias é um questionamento... como é que tem tanta gente separando hoje depois de passar por tanta apurrinhação até o momento do "sim"? É briga com fotógrafo, com cerimonialista, discussão acerca de locais, lista de convidados...
E mais impressionante... a cara doce e simples de cada um desses serviços para dizer o orçamento. a unidade monetária dessas empresas não é Real... é Mil! no mínimo tem que ter 3 zeros após o número...
Uma vez estávamos na Igreja que vamos casar... a noiva e a futura sogra estavam vendo uma decoração de flores pra igreja com a florista... eu fiquei viajando no meu mundo olhando a Igreja...
Até que teve uma hora em que resolvi contar os bancos... pra saber o numero de lugares da Igreja... quando cheguei no último banco lá estava minha noiva sentada olhando para mim... e ela.. no auge de seu carinho e doçura disse:
- Doze!
- Hein?
- Doze!
- Não, são 36 - respondi referindo-me ao numero de bancos.
- Não... vc não entendeu! Doze... a decoração
- Ah... Doze... (Neste momento vem a minha cabeça uma série de perguntas a respeito do número... 12 reais obviamente não era... também o "hundred" não faz parte da lingua portuguesa... logo...)... DOZE MIL REAIS???
Ela mexe a cabeça confirmando...
Senhores vejam bem... aquelas flores entram na Igreja no dia... ficam lá durante a cerimônia e depois vão direto PRO LIXO... 12 MIL REAIS NO LIXO DEPOIS DE 2 HORAS DE USO!!
- Eu simplesmente entrei no corredor que dava pra sacristia e lá fiquei rindo... digo... rindo desesperadamente... quase chorando...
(não senhores, senhpras e senhoritas... não pagamos essa "bagatela" pra decorar a Igreja)
Uma das coisas que me vieram a mente depois desses meses preparando, fazendo curso, trocando ideias é um questionamento... como é que tem tanta gente separando hoje depois de passar por tanta apurrinhação até o momento do "sim"? É briga com fotógrafo, com cerimonialista, discussão acerca de locais, lista de convidados...
E mais impressionante... a cara doce e simples de cada um desses serviços para dizer o orçamento. a unidade monetária dessas empresas não é Real... é Mil! no mínimo tem que ter 3 zeros após o número...
Uma vez estávamos na Igreja que vamos casar... a noiva e a futura sogra estavam vendo uma decoração de flores pra igreja com a florista... eu fiquei viajando no meu mundo olhando a Igreja...
Até que teve uma hora em que resolvi contar os bancos... pra saber o numero de lugares da Igreja... quando cheguei no último banco lá estava minha noiva sentada olhando para mim... e ela.. no auge de seu carinho e doçura disse:
- Doze!
- Hein?
- Doze!
- Não, são 36 - respondi referindo-me ao numero de bancos.
- Não... vc não entendeu! Doze... a decoração
- Ah... Doze... (Neste momento vem a minha cabeça uma série de perguntas a respeito do número... 12 reais obviamente não era... também o "hundred" não faz parte da lingua portuguesa... logo...)... DOZE MIL REAIS???
Ela mexe a cabeça confirmando...
Senhores vejam bem... aquelas flores entram na Igreja no dia... ficam lá durante a cerimônia e depois vão direto PRO LIXO... 12 MIL REAIS NO LIXO DEPOIS DE 2 HORAS DE USO!!
- Eu simplesmente entrei no corredor que dava pra sacristia e lá fiquei rindo... digo... rindo desesperadamente... quase chorando...
(não senhores, senhpras e senhoritas... não pagamos essa "bagatela" pra decorar a Igreja)
quinta-feira, dezembro 31, 2009
Adeus 2009! Obrigado!
E lá se vai 2009! O ano tranquilo
2009 foi o ano em que busquei um maior equilibrio com as coisas. Na profissão eu comecei em um novo setor onde pude criar e escrever mais. (saindo de um dos maiores baques responsaveis pelos golpes do biênio anterior), nas atividades engajadas foi o ano de ajudar os amigos e a realizar encontros especiais como a palestra sobre Dante na UERJ, na web foi o ano de conhecer novos horizontes, participar da produção de um PodCast e entrar de vez para a equipe do Animação S.A., e por falar em escrever, foi o ano em que finalmente conseguimos lançar a revista Interstícios de arte sequencial no Dia Internacional da Animação
Foi também o ano do fim do sedentarismo ao conhecer o Pa Kua e a quebra de muitos medos e preconceitos com as ciências orientais (acupuntura dá certo gente! venci o medo dessas agulhas) e a quebra de alguns bloqueios comigo mesmo nas artes marciais. (mesmo no inicio me sentido o Po de Kung Fu Panda).
2009 foi também o ano de organizar uma nova vida que vem em 2010. Eu e Carol corremos atrás de Igrejas, cerimonialistas, decorações, locais para festa. Diante disso dou uma dica aos noivos de plantão... cuidado com a máfia industria do casamento: ela pode sem dó nem piedade destruir um relacionamento em poucos segundos. Mas graças a Deus superamos essa fase e mandamos alguns infelizes que se acham essenciais para a PQP!
2010 promete vir com emoções... aliás bota emoções nisso... só de imaginar que a louça não vai estar magicamente no armario ou quer a pilha de roupa suja vai se transformar em uma pilha de roupa limpa.. mas enquanto não vem... vou aproveitar tranquilamente os últimos minutos de 2009... o ano tranquilo!!
Bom 2010 pra todos! pq esse negócio de ano ser feliz só enquanto é novo é furada.
2009 foi o ano em que busquei um maior equilibrio com as coisas. Na profissão eu comecei em um novo setor onde pude criar e escrever mais. (saindo de um dos maiores baques responsaveis pelos golpes do biênio anterior), nas atividades engajadas foi o ano de ajudar os amigos e a realizar encontros especiais como a palestra sobre Dante na UERJ, na web foi o ano de conhecer novos horizontes, participar da produção de um PodCast e entrar de vez para a equipe do Animação S.A., e por falar em escrever, foi o ano em que finalmente conseguimos lançar a revista Interstícios de arte sequencial no Dia Internacional da Animação
Foi também o ano do fim do sedentarismo ao conhecer o Pa Kua e a quebra de muitos medos e preconceitos com as ciências orientais (acupuntura dá certo gente! venci o medo dessas agulhas) e a quebra de alguns bloqueios comigo mesmo nas artes marciais. (mesmo no inicio me sentido o Po de Kung Fu Panda).
2009 foi também o ano de organizar uma nova vida que vem em 2010. Eu e Carol corremos atrás de Igrejas, cerimonialistas, decorações, locais para festa. Diante disso dou uma dica aos noivos de plantão... cuidado com a máfia industria do casamento: ela pode sem dó nem piedade destruir um relacionamento em poucos segundos. Mas graças a Deus superamos essa fase e mandamos alguns infelizes que se acham essenciais para a PQP!
2010 promete vir com emoções... aliás bota emoções nisso... só de imaginar que a louça não vai estar magicamente no armario ou quer a pilha de roupa suja vai se transformar em uma pilha de roupa limpa.. mas enquanto não vem... vou aproveitar tranquilamente os últimos minutos de 2009... o ano tranquilo!!
Bom 2010 pra todos! pq esse negócio de ano ser feliz só enquanto é novo é furada.
terça-feira, dezembro 29, 2009
29 de dezembro feelings
Há 6 anos meu dia começava assim http://tinyurl.com/ykh8tzd
e terminava pela Primeira vez assim http://tinyurl.com/ylczjnc
e terminava pela Primeira vez assim http://tinyurl.com/ylczjnc
segunda-feira, dezembro 28, 2009
15 de Maio Feelings, a Série!
Cenário: junto com a Noiva na cozinha se preparando para chamar a Tia para ser Madrinha de casamento
- Tia! Vem cá! Quero falar com você.
(Após um momento a tia chega)
Respira fundo, afinal sempre teve muitas dificuldades de se relacionar com a dita cuja.
- O que foi meu filho. Diga!
- Bem tia... neste raro momento de harmonia entre sobrinho e tia eu queria...
- Já sei! você quer pedir o carro emprestado?
(noivos caem na risada)
- Tia! Vem cá! Quero falar com você.
(Após um momento a tia chega)
Respira fundo, afinal sempre teve muitas dificuldades de se relacionar com a dita cuja.
- O que foi meu filho. Diga!
- Bem tia... neste raro momento de harmonia entre sobrinho e tia eu queria...
- Já sei! você quer pedir o carro emprestado?
(noivos caem na risada)
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Tele-Marketing
(Telefone toca...)
- Alô!
- Poderia falar com o Sr. Gabriel Filipe?
- Sou eu.
- Aqui do Banco Veleiro do Sul. Tudo bom com o senhor?
- Tá no céu.
- Hein?
- O Senhor... está no céu
(pensa rapidamente qual personagem vai encarnar)
- Ah sim claro. Bem senhor, pelo seu bom relacionamento com o mercado e pelo fato do senhor ser servidor público...
- Ta no Céu...
- Hein?
- o Senhor está no céu. (ganhando tempo para a resposta)
- Ah sim! pelo fato de você ser funcionário público estamos oferecendo um limite de X reais de crédito
- Como você sabe disso? (personagem escolhido: neurótico)
- Como senhor?
- Como você sabe que eu sou servidor público? eu não tenho conta no seu banco.
- Ah! é que de acordo com um convênio com o governo do estado nós tivemos acesso aos...
- Ah!! O governo! O GOVERNO!! SEMPRE O GOVERNO!! Eu SABIA QUE ELES ESTAVAM POR TRÁS DISSO!!!! ELE INVADEM MEUS DADOS!!! PEGAM MINHAS INFORMAÇÕES
- Senhor... é de acordo com as leis tais tais e tais...
- Ah Claro!! Invasão de privacidade... e legal ainda por cima
- Compreendo sua posição senhor
- TA NO CÉU!! QUANTAS VEZES TENHO QUE REPETIR ISSO!!!
- Enfim.. está interessado.
- (volta ao normal) Sério que você ainda não entendeu?
- ...
- Ok! Pra ficar claro! NÃO!!
- Obrigado pela atenção (notoriamente irritado)
(Desliga...)
(5 min depois telefone toca novamente)
- Alô
- Bom dia, poderia falar com Sr. Gabriel Filipe.
- (respira fundo) Sou eu!
- Aqui é do banco Negresco. Devido ao seu excelente relacionamento com o mercado estaremos enviando ao senhor (tava até com saudade do gerundismo) um Cartão european Express.
(Cansado da ligação anterior vai direto ao assunto)
- Não quero!
- Mas senhor.. é um European Express
- Ok! Pode ser o Asian Express que eu não quero
- Mas tem alguma razão? não tem anuidade...
- Porque vc quer me dar esse cartão?
- Pelo seu excelente relacionamento com o mercado...
- Exatamente por ESTA razão eu não quero o cartão. Pra continuar com o excelente relacionamento com o mercado!!
- Tem certeza?
- Vocês tiraram o dia pra me oferecer cartões? Já é o segundo banco...
- Exatamente pelo seu excelente relacion..
- NÃO!!!
- Obrigado pela sua atenção
(Desliga)
(5 min toca novamente)
- Alô (atende batendo a cabeça na mesa)
- O Sr. Gabriel Filipe está?
- Você não é mais uma pessoa me oferecendo cartão de crédito não né?
- er.. é do Banco Negresco.
- MAS VOCÊS ACABARAM DE ME LIGAR!!!
- Ah... obrigado pela atenção
(desliga e deixa o telefone fora do gancho)
- Alô!
- Poderia falar com o Sr. Gabriel Filipe?
- Sou eu.
- Aqui do Banco Veleiro do Sul. Tudo bom com o senhor?
- Tá no céu.
- Hein?
- O Senhor... está no céu
(pensa rapidamente qual personagem vai encarnar)
- Ah sim claro. Bem senhor, pelo seu bom relacionamento com o mercado e pelo fato do senhor ser servidor público...
- Ta no Céu...
- Hein?
- o Senhor está no céu. (ganhando tempo para a resposta)
- Ah sim! pelo fato de você ser funcionário público estamos oferecendo um limite de X reais de crédito
- Como você sabe disso? (personagem escolhido: neurótico)
- Como senhor?
- Como você sabe que eu sou servidor público? eu não tenho conta no seu banco.
- Ah! é que de acordo com um convênio com o governo do estado nós tivemos acesso aos...
- Ah!! O governo! O GOVERNO!! SEMPRE O GOVERNO!! Eu SABIA QUE ELES ESTAVAM POR TRÁS DISSO!!!! ELE INVADEM MEUS DADOS!!! PEGAM MINHAS INFORMAÇÕES
- Senhor... é de acordo com as leis tais tais e tais...
- Ah Claro!! Invasão de privacidade... e legal ainda por cima
- Compreendo sua posição senhor
- TA NO CÉU!! QUANTAS VEZES TENHO QUE REPETIR ISSO!!!
- Enfim.. está interessado.
- (volta ao normal) Sério que você ainda não entendeu?
- ...
- Ok! Pra ficar claro! NÃO!!
- Obrigado pela atenção (notoriamente irritado)
(Desliga...)
(5 min depois telefone toca novamente)
- Alô
- Bom dia, poderia falar com Sr. Gabriel Filipe.
- (respira fundo) Sou eu!
- Aqui é do banco Negresco. Devido ao seu excelente relacionamento com o mercado estaremos enviando ao senhor (tava até com saudade do gerundismo) um Cartão european Express.
(Cansado da ligação anterior vai direto ao assunto)
- Não quero!
- Mas senhor.. é um European Express
- Ok! Pode ser o Asian Express que eu não quero
- Mas tem alguma razão? não tem anuidade...
- Porque vc quer me dar esse cartão?
- Pelo seu excelente relacionamento com o mercado...
- Exatamente por ESTA razão eu não quero o cartão. Pra continuar com o excelente relacionamento com o mercado!!
- Tem certeza?
- Vocês tiraram o dia pra me oferecer cartões? Já é o segundo banco...
- Exatamente pelo seu excelente relacion..
- NÃO!!!
- Obrigado pela sua atenção
(Desliga)
(5 min toca novamente)
- Alô (atende batendo a cabeça na mesa)
- O Sr. Gabriel Filipe está?
- Você não é mais uma pessoa me oferecendo cartão de crédito não né?
- er.. é do Banco Negresco.
- MAS VOCÊS ACABARAM DE ME LIGAR!!!
- Ah... obrigado pela atenção
(desliga e deixa o telefone fora do gancho)
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